quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Aí, aí, poquê, poquê?

- Já está a chover?
- Tá a chover poquê?
- Está a ficar de noite!
- Tá a ficar de noite, poquê?
- Anda, vamos embora?
- Vamos embora, poquê?
- Despacha-te, está na hora!
- Tá na hora poquê?
- Vamos dormir!
- Vamos dormir poquê?
- Hoje está  frio!
- Está  frio poquê?

Bolas! Não há uma frase que não leve um poquê no fim! Bem, até tem a sua graça...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Preia-Mar

Não posso deixar de comentar isto!

 No passado domingo e em virtude destas intempéries, foi dado um alerta que a maré-cheia ia acontecer por volta das cinco da tarde, mais coisa menos coisa. E pensava eu, que este aviso, era para afastar as pessoas das zonas balneares. No meu caso fiquei metidinha em casa, enroscadinha no quentinho!

À noite, quando estava a ver o noticiário e vi que em alguns sítios do país, a portuguesada estava lá toda, à hora combinada,  à espera que o mar galgasse o que tinha para galgar e se possível levar aquela malta toda arrastada, fiquei incrédula.

O pessoal gosta mesmo de se expor ao perigo. Estava ali à espera... À espera que algo aconteça, de bom ou de mau, para poder relatar depois ou não... Era ver as ondas a galgar os muros das marginais e uns quarenta ou cinquenta portuguezitos a correr, a fugir da água do mar como de crianças se tratassem.

O mais caricato para mim, foi ver um carro da polícia lá no meio e só me lembrava que o senhor agente da autoridade, quando o imponente mar galgasse o que não devia, ele ia-se impor:
- Mas ó senhor mar, onde é que pensa que vai? Mostre-me os seus documentos faz favor! As suas ondas não estão em conformidade, por isso vai ser autuado!

Estas situações são mesmo típicas cá do sítio! Mete-me muita confusão, a exposição das pessoas a este tipo de situações, porque por mais pequeno que pareça o perigo, ele pode tornar-se maior. Não brinquem com a força da natureza. Já dizem os mais velhos que: "O mar há-de vir buscar aquilo que é dele!".

Falta de Civismo

Estou possessa! Então não é que fui às compras e estacionei o veículo no lugar respectivo (um parque de estacionamento com montes de lugares vazios).

Quando cheguei, surpresa, das surpresas! Tinha uma carrinha, de tal maneira encostada ao meu carro, que me foi impossível entrar pelo lado do condutor. Fiquei logo irritada mas como a carrinha tinha mau aspecto, queria-me era pôr andar dali para fora!

Para cúmulo, na fila onde estava estacionado o meu veículo, só lá estava o meu e a carrinha, a bem dizer, alapada no meu carro!

A sério, que falta de escrúpulos, educação, civismo, eu sei lá! Vinha no carro, a pensar: "Ensinamos tanta coisa aos nossos filhos, aos nossos alunos, aos nossos sobrinhos, aos nossos pequeninos e não lhes encutimos a preocupação com o outro, o saber viver em sociedade numa convivência harmoniosa e de solicitude."

Caramba, isto não é uma selva? Ou é, e eu não sei! A máxima de todo o ser humano devia ser: "Fazei aos outros, o que gostaríeis que vos fizessem a vós."

Pois sim, sou uma sonhadora mas se cada um de nós fizer um bocadinho que seja para mudar este tipo de situações, certamente, no futuro, teremos um mundo melhor. Compete apenas a cada um de nós!